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Como o Facebook pode ser útil para jornalistas?

O Facebook lançou um documento em que apresenta uma série de funcionalidades da sua plataforma que podem ser úteis para jornalistas, ou seja, a empresa está interessada em incentivar o uso da ferramenta entre estes profissionais. Se o plano tiver sucesso, o Facebook ganha em status e ultrapassa a barreira do “lazer” e da “diversão”. Ganhará um uso mais “sério” e talvez mais duradouro.

O documento incentiva também o uso do Facebook entre estudantes e professores de jornalismo. O Facebook quer que os educadores entendam como as inúmeras ferramentas da empresa podem ser úteis, como o mundo se modificou e entrou na era das mudanças rápidas e da farta oferta de informação para, então, conscientizar seus alunos do quão importante é trabalhar com as ferramentas modernas de comunicação, de preferência, com o Facebook.

Segundo a empresa, o Facebook pode ajudar jornalistas em cinco momentos:

Encontrar novas histórias, tendências e fontes para reportagens;
Publicar informação em tempo-real e engajar as pessoas;
Se conectar com seus leitores de uma nova maneira;
Atrair atenção e tráfego para os seus trabalhos;
Ajudar os jornalistas a criarem, trabalharem e aperfeiçoarem sua marca pessoal.

De forma resumida, vou tentar apresentar as principais dicas e informações apresentadas pelo Facebook:

1. Buscando fontes e histórias

Publicações de todos: utilize a busca do Facebook – a opção “Publicações de todos” – para encontrar posts populares entre todos os usuários do Facebook que sejam relevantes para a matéria que você está escrevendo. Utilize palavras-chave da sua matéria para encontrar os posts. Você pode usar as aspas para encontrar uma expressão exata como “manifestação em São Paulo”. Lembre-se que os direitos das fotos pertencem aos usuários, portanto, peça autorização antes de usá-las;
Pessoas: a busca por pessoas permite a você encontrar pessoas que podem ser úteis para a sua matéria, inclusive para serem utilizadas como fonte. O Facebook oferece filtros por localização, escolaridade e local de trabalho;
Grupos: a busca por grupos permite encontrar fontes afiliadas como organizações específicas ou grupos. No caso de uma organização política, por exemplo, a ferramenta pode ser muito útil;
Eventos: a busca por eventos permite encontrar algum evento específico ABERTO que tenha sido postado por uma pessoa ou organização. Se você estiver cobrindo um evento, é possível encontrar seus organizadores baseado em quem criou o evento no Facebook;
Páginas: semelhante à busca por grupos, permite que você encontre pessoas ligadas à determinadas causa ou grupos específicos.

2. Mensagens (mensagens, chamadas de video e chat)

Mensagens particulares: através deste recurso, os jornalistas, através de seus perfis pessoais, podem enviar mensagens privadas para pessoas que desejam entrevistar em alguma matéria sem ter que necessariamente ser amigo delas. Ao entrar no perfil de um usuário, no canto direito superior, há o botão mensagem. O Facebook recomenda a transparência e que o usuário se identifique como repórter.
Chat: se os jornalistas utilizarem seu perfil pessoal para contatar as fontes, podem utilizar o recurso do chat para realizar uma entrevista. Ainda há a possibilidade de fazer um “Group Chat”, uma espécie de coletiva de imprensa, na qual vários jornalistas podem entrevistar uma única fonte.
Chamadas de vídeo: se o jornalista estiver conectado com a fonte pode utilizar uma chamada de vídeo para realizar uma entrevista. Isso é uma novidade entre os recursos do Facebook e muitos usuários podem ainda não ter atentado para ela.

3. Páginas e perfis de jornalistas

Como os jornalistas podem usar suas páginas e perfis para contar histórias e produzir reportagens:

Compartilhamento: compartilhar matérias e reportagens para aumentar o seu alcance;
Breaking News: utilizar o Facebook para cobrir grandes eventos noticiosos em tempo real. Não esquecer de sincronizar o Facebook com a conta do seu celular (neste tópico, o Facebook se esqueceu de perguntar o que as organizações jornalísticas pensam sobre isso);
Presença digital: utilizar o Facebook para criar uma presença profissional única através de perfis e páginas pessoais;
Construa sua marca jornalística: utilize sua página pública para demonstrar expertise;
Multimídia: abuse das fotos e vídeos;
Crowdsourcing: busque fotos, vídeos e dicas em perfis e páginas. Entre em contato, discuta, publique e incentiva a produção de informação;
Engajamento: sempre experimente e observe o que engaja as comunidades e pessoas no Facebook. O que funciona? Que formato de conteúdo? Já conheceram o recurso das perguntas?;
Mobile: um jornalista não pode deixar de aproveitar a possibilidade de postar conteúdo em movimento. Portanto, configure sua conta para poder postar informações de maneira mais rápida;
Aplicativos: crie abas especiais para oferecer conteúdo de maneira especial e personalizada;
Facebook Insights: utilize as informações oferecidas pela ferramenta de análise de Facebook para entender as preferências dos seus leitores. Para entender quem eles são. Através de indicadores de desempenho, você pode conhecer os dados demográficos e as interações dos usuários que visitam uma determinada fanpage.

4. Práticas de publicação e distribuição

Se o conteúdo é o rei, então distribuição é a rainha. Se o teu conteúdo não estiver sendo compartilhado com a audiência, então quem está sendo informado?

Inclua sempre perguntas e “calls to actions”. Posts que incluam algum tipo de questionamento recebem 2x mais comentários e um feedback até 64% maior (dados do próprio Facebook);
Os leitores respondem bem às publicações de fotos em páginas de jornalistas. Normalmente, fotos correspondem a 10% das postagens em perfis ou páginas jornalísticas, embora recebam 50% mais comentários que posts sem imagens;
Posts sobre educação, políticas, bastidores e com análises feitas por jornalistas recebem, em média, maior feedback;
Notícias internacionais, que contenham links, recebem 70% mais cliques que posts normais. Por exemplo, posts em blogs que estejam acompanhando de perto os acontecimentos na Líbia. O Facebook garante que análise e opinião trazem uma maior taxa de cliques;
O feedback de um post jornalístico ocorre com maior intensidade durante a semana;
Os horários de pico para comentários e curtidas são: entre 7 e 8 horas da manhã, por volta das 10h da manhã, no final da tarde entre 16 e 17 horas e por volta da meia noite.

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